quarta-feira, 28 de setembro de 2011

P, como tu próprio deves calcular, nunca esperei o dia em que te iria ver partir, aliás, nem sequer te cheguei a ver partir, esta necessidade de ti aumenta com o passar dos dias, e no seu lugar deixar uma enorme dor e frustração, foste sem dúvida aquele que mais amei, aquele que sempre tive a ideia do para sempre, eu sei, que na minha cabeça o para sempre não existe, mas foste tu quem mudou isso. Ainda hoje lamento todos os dias a tua partida, tenho recebido noticias tuas, não as melhores por sua vez, sei que todas as semanas estás num relacionamento diferente, acho que até já me habituei a receber noticias dessas da tua parte. É estranho a forma como te escrevo, acho que à quase seis meses atrás esta ideia nunca me tinha passado pela cabeça. Enganaste-me bem, fizeste com que me tornasse mais fria, aprendi a não confiar tão facilmente nas pessoas, aliás, foste das únicas pessoas a quem entreguei todo o meu coração em dias, provavelmente nem sabes que ainda te escrevo, que ainda penso em ti, talvez devido ao facto de a nossa última conversa tenha sido como uma despedia disse-te coisas às quais nunca pensei vir a dizer, a ideia que sempre tive de ti nunca foi a melhor, sabes que para mim sempre te considerei um covarde do pior, rapidamente essa ideia mudou desde o primeiro momento em que te conheci eu nunca te contei, mas quanto te vi pela primeira vez, estava eu no inicio do meu quinto ano e tu no sétimo, apaixonei-me por ti, nem eu própria percebia o porquê, até porque sabia que nunca irias reparar em mim, era uma criança... Mal eu sabia, que uns anos depois, estando eu no sétimo e tu no décimo este amor renasceria, apaixonei-me novamente, chegava a casa a suspirar e a pensar na sorte que pairava sobre mim, perguntava a mim mesma se seria possível estar numa relação contigo, sentia-me tão... Tão perfeitamente, foi talvez aí que me tenha apercebido que eras aquele que eu queria ao meu lado para sempre, nunca esperei nada da tua parte, e quando aconteceu... Pairou uma nuvem de felicidade sobre mim, o quanto eu dava para te contar tudo isto agora... Sei que não irás ler isto, mas nem imaginas o quanto eu gostava que o lesses... Tenho saudades tuas, mesmo sem tu próprio saberes... Pensei que fosse para sempre, que pena, nem as lágrimas que me correm sobre o rosto são capazes de explicar as saudades que tenho e o aperto que me dá no coração ao saber que já nem te deverás lembrar de quem sou...

5 comentários:

LIBERTA-TE! :)