domingo, 19 de junho de 2011

Ensinaste-me a amar e a ser amada, aprendi a ouvir o bater do teu coração junto ao meu, deixei de ouvir todos os que me rodeavam, os meus ouvidos ficaram surdos de tanto ouvir os teus gritos, entreguei-me ao silêncio da noite, chorei noites sem parar, desesperei a olhar para o meu telemóvel à espera de uma mensagem tua, olhei diante o teu rosto à procura de um sinal, sem nada em troca, os meus olhos estão fechados, os meus lábios intactos, olho diante a minha cama, e só vejo fotos tuas, minhas, nossas, recordações, cartas escritas que agora foram em vão.
Sim, eu amei-te sem nunca esperar nada em troca, fui amada, e fui desejada, mas também, e agora ao olhar para trás, vejo que de nada serviu!
Estou a escrever com a mesma caneta que te escrevi pela primeira vez quando tudo começou, quando me fazias feliz, e me retribuías todo este amor, entrego-me ao som do mar, e à frieza de cada onda, que se lixe para que direcção me irá levar, pois tenho a certeza que nenhuma delas me trará até ti!
Sebes que te adoro, mas por vezes existem alturas em que temos que perder até mesmo aquilo que mais gostamos, neste caso, eu só te perdi a ti, que para dizer a verdade era tudo aquilo que tinha de melhor, engraçado, tu dizias-me o mesmo, que pena já não o dizeres, que cruel amar-te tanto e estar tão longe de ti!
Era para ti que escrevia, era por ti que sorria, e era para ti todo este amor que tinha, pois acredita que tu eras o único ser capaz de me provocar estas borboletas que sentia na barriga, podem-me chamar parva, podem-me chamar maluca, podem chamar-me apaixonada, porque para dizer a verdade, estou a lixar-me para o que os outros pensam!

Love, Sara Silva7

19 comentários:

LIBERTA-TE! :)